24 de ago de 2009

Ementas II: 2 Discip ( “Gênero, Saúde e Enfermagem: uma abordagem epistemológica”// “Gênero, Saúde e Enfermagem: uma abordagem conceitual”

DISCIPLINA “Gênero, Saúde e Enfermagem: uma abordagem epistemológica”

Código - ENS 5851 Departamento: Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da EEUSP

Validade inicial – 2004 - 2º Semestre Carga horária - 60 horas (4 créditos)

Duração em semanas - 6 Docentes Responsáveis: Rosa Maria Godoy Serpa da Fonseca e Professora Titular do Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP

PROGRAMA

1. Ementa

A disciplina se propõe a revisitar a construção da ciência na perspectiva de gênero, no que tange ao conhecimento em saúde e analisar criticamente a construção da ciência da saúde. Além disso, busca compreender a articulação dos fundamentos teórico-filosóficos da ciência da enfermagem e gênero.

2. Objetivos

· Compreender a historicidade do conceito de gênero

· Compreender gênero como construtor do conhecimento nas ciências da saúde

· Analisar criticamente o conhecimento em saúde e em enfermagem à luz dos seus fundamentos teórico-filosóficos tendo como baliza a epistemologia feminista.

3. Justificativa

Justifica-se a disciplina no contexto da reflexão em saúde à luz da perspectiva de gênero como transformador do saber e das práticas de saúde e de enfermagem.

4. Conteúdo

· O processo histórico da construção do conhecimento

· A historicidade do conceito de gênero

· Gênero como construtor do conhecimento nas ciências sociais e nas ciências da saúde

· Gênero, o saber e a prática de enfermagem em saúde coletiva

5. Estratégias de ensino: · Oficinas de trabalho · exposições com convidados · discussões em grupo · seminários

6. Avaliação: As alunas serão avaliadas de acordo com o desempenho nos trabalhos em grupo e individuais, bem como pela freqüência às atividades.

BIBLIOGRAFIA

1. Amaral AM Entre o desejo e o medo: as Oficinas de Trabalho como forma de reflexão e empoderamento de adolescentes. São Paulo, 2005. Tese (doutorado). Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.

  1. Andrade CJM. As Equipes de Saúde da Família e a Violência Doméstica Contra a Mulher: um olhar de gênero. São Paulo, 2009. Tese (doutorado). Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.
  2. Aranha e Silva AL Enfermagem em saúde mental: a ação e o trabalho de agentes de enfermagem de nível médio no campo psicossocial. São Paulo, 2003. Tese (doutorado). Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.
  3. Aranha MLA.; Martins MHP Temas de filosofia. São Paulo: Moderna, 1995.
  4. Carvalho MP Vozes masculinas numa profissão feminina. Estudos Feministas, 6(2):406-422, 1998.
  5. Chauí M. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2003.
  6. Chiesa AM; Westphal M A sistematização das oficinas educativas problematizadoras no contexto dos serviços públicos de saúde. Saúde em Debate, 46:19-22, 1995.
  7. Coelho S As práticas de enfermagem em saúde da mulher em Minas Gerais: um olhar de gênero. São Paulo, 2003. Tese (doutorado). Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.
  8. Demo P Metodologia científica em ciências sociais. São Paulo: Atlas, 1985.
  9. Egry E Saúde Coletiva: construindo um novo método em enfermagem São Paulo: Ícone, 1996.

11. Galastro EP O lugar dos homens no serviço de saúde reprodutiva: uma análise de gênero. São Paulo, 2005. Tese (doutorado). Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.

  1. Gergen MC et al. O pensamento feminista e a estrutura do conhecimento. Rio de Janeiro: Ed. Universidade de Brasília/ Rosa dos Tempos, 1993.
  2. Ginsburg C. O queijo e os vermes: o cotidiano e as idéias de um moleiro perseguido pela Inquisição. São Paulo: Cia das Letras, 1987.
  3. Jaggar AM; Bordo SR Gênero, corpo e conhecimento. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 1997.
  4. Jurkewicz R Dados históricos da elaboração do pensamento feminista. São Paulo, Mandrágora, 2(2):17-24, 1995.
  5. Lima NRLB Gênero e ciência: uma reflexão em torno da organização generificada da prática científica. In: Encontro enfoques feministas e as tradições disciplinares nas ciências e na academia: desafios e perspectivas. Rio de Janeiro, maio, 1994./ mimeografado
  6. Lopes MJ et al Gênero e saúde. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

18. Narvaz MG; Koller SH. Metodologias feministas e estudos de gênero: articulando pesquisa, clínica e política. Psicol. estud. 2006 11(3): 647-54.

19. Nicola U. Antologia ilustrada de Filosofia: das origens à Idade Moderna. São Paulo: Globo, 2005.

20. Oliveira CC Práticas dos profissionais das equipes de Saúde da Família voltadas para mulheres em situação de violência sexual: uma abordagem de gênero. São Paulo, 2005. Tese (doutorado). Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo.

  1. Oliveira PP Discursos sobre a masculinidade. Estudos Feministas 6(2):91-112, 1998.
  2. Osborne R. La construcción sexual de la realidad. Un debate en la sociologia contemporánea de la mujer. Valencia: Ediciones Catedra, 1993.

23. Rago LM. Escrever de novo a palavra Mulher: recontando a história das lutas feministas. In: Ferreira AC; Bezerra HG; Luca TR de (org.). O historiador e seu tempo. 01 ed. São Paulo: UNESP, 2007, p. 139-62.

24. Saffioti, H. Contribuições feministas para o estudo da violência de gênero. Cadernos Pagu 2001 16:115-36.

  1. Santos BS A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez, 2000.
  2. Santos BS. Um discurso sobre a ciência. 9 ed. Porto: Afrontamento, 1997.
  3. Scott J Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. 2 ed. Recife, SOS Corpo, 1995. 19p. (Trad. Christine Rufino Dabat e Maria Betânia Ávila)
  4. Scott, J. A cidadã paradoxal. Florianópolis: Mulheres, 2002.

29. Scott, J. W. O enigma da igualdade. Estudos Feministas 2005 13(1):11-30.

  1. Shattuck R Conhecimento proibido: de Prometeu à Pornografia. São Paulo: Cia das Letras, 1998.
  2. Tosi L O saber das mulheres como obra do diabo. Ciência Hoje 4(20):35-42, 1985.


DISCIPLINA “Gênero, Saúde e Enfermagem: uma abordagem conceitual”

Código - ENS 5849

Departamento: Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva

Carga horária - 60 horas (4 créditos) Duração em semanas - 6

Docentes Responsáveis: Rosa Maria Godoy Serpa da Fonseca - Professora Titular do Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP e Maria Amélia de Campos Oliveira - Professora Doutora do Departamento de Enfermagem em Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da USP

PROGRAMA

1. Objetivos

· compreender gênero como categoria analítica para fenômenos sociais, entre eles, o processo saúde-doença e o trabalho da enfermagem.

· compreender o processo histórico de formação da identidade da mulher na sociedade brasileira.

· perspectivar a prática de enfermagem sob a ótica de gênero.

2. Justificativa

A disciplina se propõe a discutir gênero enquanto categoria analítica para compreender o processo saúde-doença e o trabalho da enfermagem entendido como prática social feminina historicamente determinada.

3. Conteúdo

· Gênero enquanto categoria analítica: a emergência dos conceitos de gênero; os estudos de gênero na perspectiva pós-estruturalista; gênero e feminismo

· Gênero e determinação social do processo saúde-doença

· A historicidade do processo de formação das identidades de gênero na sociedade brasileira

· O trabalho da enfermagem na perspectiva de gênero

4. Estratégias de ensino: · oficinas de trabalho · discussões em grupo · seminários · exposições com convidados

5. Avaliação

· As alunas serão avaliadas de acordo com o desempenho nos trabalhos em grupo e individuais, bem como pela freqüência às atividades.

OBSERVAÇÕES:

1. Disciplina optativa

2. Número máximo de alunos: 20

3. Número mínimo de alunos: 05

BIBLIOGRAFIA

Andrade CJM; Fonseca RMGS Considerações sobre violência doméstica, gênero e o trabalho das equipes de saúde da família. Rev. esc. enferm. USP 2008 42(3):591-5.

Azambuja MPR; Nogueira C. Introdução à violência contra as mulheres como um problema de direitos humanos e de saúde pública. Saúde soc. 2008 17(3)102-12.

Dantas-Berger; Giffin K. A violência nas relações de conjugalidade: invisibilidade e banalização da violência sexual. Cad. saúde públ. 2005 21(2):417-25.

Damatta R Tem pente aí? Reflexões sobre a identidade masculina. In: Caldas D (org) Homens. Identidade, crise, vaidade, transformação e mudança. São Paulo: Ed. Senac, 1997.

Fiktel, E. Identidad de la Mujer. Barcelona, Herdec, 1995. p.9-12

Fonseca RMGS da. Gênero como categoria para a compreensão e a intervenção no processo saúde-doença. PROENF- Programa de atualização em Enfermagem na saúde do adulto. Porto Alegre: Artmed/Panamericana, 2008, v.3, p.9-39

Fonseca RMGS da. Gênero e saúde da mulher: uma releitura do processo saúde doença das mulheres. In: Fernandes RAQ; Narchi NZ (org.). Enfermagem e saúde da mulher. São Paulo: Manole, 2007, p.30-61

Fonseca, R.M.G.S. (org.) Mulher e cidadania na nova ordem social. São Paulo, NEMGE, 1996.

Fonseca, R.M.G.S. da Mulher, trabalho e enfermagem: o nexo coesivo. In: Congresso Brasileiro de Enfermagem, 47, Associação Brasileira de Enfermagem, 1995. Anais. Goiânia, Associação Brasileira de Enfermagem-Seção Goiás, 1996. p.79-90

Foucault, M. História da Sexualidade. (I - a vontade de saber; II - O uso dos prazeres; III - O cuidado de si). Graal, Rio de Janeiro, 1993/1994.

Foucault, M. Microfísica do poder. Graal, Rio de Janeiro, 1995.

Funck SB; Widholzer NR Gênero em discursos da mídia. Florianópolis; Mulheres, 2005.

Gergen, M.C. et al. O pensamento feminista e a estrutura do conhecimento. Ed. Universidade de Brasília/ Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro, 1993.

Giffin K. Violência de gênero, sexualidade e saúde. Cad. saúde públ. 1994 10(supl 1):146-155.

Heller A. O cotidiano e a história. São Paulo, Paz e Terra, 1992. p.87-109.

Heller A. Sociología de la vida cotidiana. Barcelona, Península, 1991. 418p.

Jurkewicz R. Dados históricos da elaboração do pensamento feminista. São Paulo, Mandrágora, a.2, n.2., p.17-24, 1995.

Lopes M.J. et al Gênero e Saúde. Artes Médicas, Porto Alegre, 1996. p. 76-105

Meyer Dagmar. Teorias e políticas de gênero: fragmentos de histórias e
desafios atuais.
Revista Brasileira de Enfermagem, v. 57 (1), jan/fev, 2004.

Oliveira CC; Fonseca RMGS Práticas dos profissionais das equipes de saúde da família voltadas para as mulheres em situação de violência sexual. Rev esc enferm USP 2007 41(4):605-12.

Osborne R. La construcción sexual de la realidad. . Un debate en la sociologia contemporánea de la mujer. Valencia. Ediciones Catedra, 1993.

Saffiotti HIB O estatuto teórico da violência de gênero. In: Santos JVT (org) Violência em tempo de globalização. São Paulo: Hucitec, 1999. p.142-63.

Saffiotti HIB. Violência doméstica ou a lógica do galinheiro. In: Kupstas M (org.) Violência em Debate. São Paulo: Moderna, 1997. (Coleção Polêmica. Série debate na escola). p.38-57.

Scott J. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade 1990 16(2):p.5-22

Scott J. A cidadã paradoxal. Florianópolis: Mulheres, 2002.

Secretaria Especial da Mulher. Gênero e Políticas Públicas. Disponível em http://200.130.7.5/spmu/docs/Gênero%20e%20políticas%20públicas.pdf. Acesso em 14 de maio de 2009.

Teles MAA; Melo M. O que é violência contra a mulher. 1ed. São Paulo: Brasiliense, 2003.

Tosi L. O saber das mulheres como obra do diabo. Ciência Hoje, v.4, n.20, p.35-42, 1985.

Web-Sites:

Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde - http://www.mulheres.org.br/

Portal Violência contra a Mulher - http://www.violenciamulher.org.br/

Secretaria Especial da Mulher http://www.presidencia.gov.br/estrutura_presidencia/sepm/

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